{"id":24,"date":"2013-02-28T16:14:25","date_gmt":"2013-02-28T19:14:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ogumguerreiro.org\/wp\/?p=24"},"modified":"2015-02-06T17:58:59","modified_gmt":"2015-02-06T20:58:59","slug":"umbanda-uma-religiao-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/?p=24","title":{"rendered":"Umbanda, uma religi\u00e3o brasileira."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong><em><u>Umbanda, uma religi&atilde;o brasileira.<\/u><\/em><\/strong><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 12px\">Jaqueline Aparecida de Souza Cruz<\/span><br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<em>Introdu&ccedil;&atilde;o<\/em><\/p>\n<p>\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Umbanda &eacute; uma religi&atilde;o que possui uma infinidade de variantes fundamentais e rituais que d&atilde;o abertura para muitas interpreta&ccedil;&otilde;es. Sendo assim, cada grupo praticante tem sua forma particular de interpreta&ccedil;&atilde;o. Atualmente encontramos v&aacute;rias religi&otilde;es denominadas como Umbanda. Elas foram se mesclando e originando diversas correntes e\/ou ramifica&ccedil;&otilde;es. Podemos encontrar tipos como Umbanda Omolok&ocirc;, Umbanda de Preto-velho, Umbanda Branca, Umbanda de Caboclo, Umbanda Esot&eacute;rica, entre outras. Cada uma com suas doutrinas, ritos, preceitos, cultura e caracter&iacute;sticas particulares dentro da pr&aacute;tica de seus fundamentos.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sendo assim, numa religi&atilde;o com diversas varia&ccedil;&otilde;es devem ser buscadas informa&ccedil;&otilde;es sobre suas mais variadas vertentes. Este artigo procura discutir a ideia de que cada tipo de Umbanda &eacute; diferente do outro problematizando a no&ccedil;&atilde;o de universalidade pela busca de elementos similares nas diversas manifesta&ccedil;&otilde;es existentes trazendo o enfoque para o estudo da Umbanda Popular e Inici&aacute;tica, ou Esot&eacute;rica. Mais que uma religi&atilde;o, a Umbanda &eacute; um meio de vida e estud&aacute;-la faz parte do aprendizado e da evolu&ccedil;&atilde;o espiritual de todo m&eacute;dium e praticante umbandista.<\/p>\n<p>\t&nbsp;<em>As religi&otilde;es afro-brasileiras<\/em><\/p>\n<p>\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De acordo com o que entendemos como religi&atilde;o encontramos diversos tipos de cren&ccedil;as e filosofias sendo todas elas muito diferentes entre si. Mesmo assim &eacute; poss&iacute;vel estabelecer uma caracter&iacute;stica comum a todas elas. Cada uma possui elementos pr&oacute;prios, mas ainda assim &eacute; poss&iacute;vel estabelecer toda uma s&eacute;rie de elementos comuns que podem proporcionar uma melhor compreens&atilde;o do fen&ocirc;meno religioso. Com o tempo elas v&atilde;o passando por transforma&ccedil;&otilde;es: religi&otilde;es mais antigas v&atilde;o se confirmando, outras v&atilde;o se renovando e se impondo. Todas procuram afirmar seu conte&uacute;do tendo em vista a acirrada concorr&ecirc;ncia frente ao &ldquo;mercado religioso&rdquo;. No Brasil n&atilde;o poderia ser diferente. Nesse contexto de renova&ccedil;&atilde;o religiosa, as religi&otilde;es afro-brasileiras v&atilde;o conquistando espa&ccedil;o e seguidores ao longo da hist&oacute;ria. Reginaldo Prandi afirma que<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 160px\">\n\t<span style=\"font-size: 12px\">As religi&otilde;es afro-brasileiras mais antigas foram formadas no s&eacute;culo XIX, quando o catolicismo era a &uacute;nica religi&atilde;o tolerada no Pa&iacute;s e a fonte b&aacute;sica de legitimidade social. Para se viver no Brasil, mesmo sendo escravo, e principalmente depois, sendo negro livre, era indispens&aacute;vel antes de mais nada ser cat&oacute;lico. Por isso, os negros que recriaram no Brasil as religi&otilde;es africanas dos orix&aacute;s, voduns e inquices se diziam cat&oacute;licos e se comportavam como tais. Al&eacute;m dos rituais de seus ancestrais, freq&uuml;entavam tamb&eacute;m os ritos cat&oacute;licos. Continuaram sendo e se dizendo cat&oacute;licos, mesmo com o advento da Rep&uacute;blica, quando o catolicismo perdeu a condi&ccedil;&atilde;o de religi&atilde;o oficial. (PRANDI, 2003, p.1)&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"page-break-p\" style=\"page-break-after: always\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desde seu come&ccedil;o, as religi&otilde;es afro-brasileiras foram sincr&eacute;ticas. Assim, estabeleceram paralelismos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s divindades africanas e os santos cat&oacute;licos. Foi assim com o Candombl&eacute; da Bahia, o Xang&ocirc; de Pernambuco, o Tambor-de-mina do Maranh&atilde;o, o Batuque do Rio Grande do Sul e outras denomina&ccedil;&otilde;es relacionadas, segundo o IBGE, ao Candombl&eacute;. Juntamente com o Candombl&eacute;, outra religi&atilde;o afro-brasileira foi conquistando espa&ccedil;o: a Umbanda. Fundada no Rio de Janeiro no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, &eacute;uma religi&atilde;o originalmente brasileira que aproveita elementos das mais diversas religi&otilde;es e culturas. Ainda segundo Reginaldo Prandi,<br \/>\n\tA umbanda &eacute; chamada de &ldquo;a religi&atilde;o brasileira&rdquo; por excel&ecirc;ncia, num sincretismo que re&uacute;ne o catolicismo branco, a tradi&ccedil;&atilde;o dos orix&aacute;s da vertente negra e s&iacute;mbolos e os esp&iacute;ritos de inspira&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena, contemplando as tr&ecirc;s fontes b&aacute;sicas do Brasil mesti&ccedil;o. (PRANDI, 2003, p.5)<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<em>A Umbanda<\/em><\/p>\n<p>\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Umbanda &eacute; uma uni&atilde;o de elementos africanos, ind&iacute;genas, cat&oacute;licos e esp&iacute;ritas.&nbsp; Da &Aacute;frica encontramos o culto aos orix&aacute;s e aos antepassados. Dos &iacute;ndios o culto aos antepassados e aos elementos da natureza. Em rela&ccedil;ao ao catolicismo, temos o europeu juntamente&nbsp; com&nbsp; o cristianismo e seus santos. E do espiritismo os fundamentos, a cren&ccedil;a na reencarna&ccedil;&atilde;o e na lei do carma e a id&eacute;ia de progresso espiritual. &Eacute; uma religi&atilde;o que prega a exist&ecirc;ncia pac&iacute;fica e o respeito ao ser humano, &agrave; natureza e a Deus, respeitando todas as manifesta&ccedil;&otilde;es de f&eacute;, independentes da religi&atilde;o. Em decorr&ecirc;ncia de suas diversas ra&iacute;zes, a Umbanda tem um car&aacute;ter pluralista que compreende a diversidade e valoriza a diferen&ccedil;as. N&atilde;o h&aacute; dogmas ou liturgia universalmente adotados entre os praticantes, os umbandistas, o que permite uma ampla liberdade de manifesta&ccedil;&atilde;o da cren&ccedil;a e diversas formas v&aacute;lidas de culto.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As ra&iacute;zes da Umbanda s&atilde;o difusas. Existem diversas ramifica&ccedil;&otilde;es onde podemos encontrar influ&ecirc;ncias ind&iacute;genas (Umbanda de Caboclo), africanas (Umbandombl&eacute;, Umbanda tra&ccedil;ada) e outras de cunho esot&eacute;rico (Umbanda Esot&eacute;rica, Umbanda Inici&aacute;tica). Tamb&eacute;m encontramos a Umbanda Popular, onde temos um pouco de cada coisa e o sincretismo, a associa&ccedil;&atilde;o de santos cat&oacute;licos aos orix&aacute;s, &eacute; muito freq&uuml;ente. N&atilde;o existe uma fonte &uacute;nica que reflita a origem da Umbanda. Cada vertente tem as suas origens e hist&oacute;ria. Por&eacute;m, na d&eacute;cada de 1970, aceitou-se que Z&eacute;lio Fernandino de Moraes, que em <u>1908<\/u>&nbsp;incorporou pela primeira vez o Caboclo das Sete Encruzilhadas, teria sido o anunciador da Umbanda em determinados moldes, fazendo com que ela pudesse ser institucionalizada como religi&atilde;o&nbsp; (RIVAS NETO, 1991, p. 27).<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os fundamentos da Umbanda variam conforme a vertente que a pratique. Mas existem alguns conceitos que s&atilde;o comuns e encontrados em todas as formas de Umbanda. Acreditam na exist&ecirc;ncia de um &uacute;nico Deus como fonte criadora universal, chamado de Olorum ou Zambi. Praticam o culto aos Orix&aacute;s como manifesta&ccedil;&otilde;es divinas, e cada um representaria um elemento da natureza ou da pr&oacute;pria personalidade humana, em suas necessidades e constru&ccedil;&otilde;es de vida e sobreviv&ecirc;ncia. A Umbanda e seus praticantes acreditam na imortalidade da alma e, dessa forma, utiliza o mediunismo como forma de contato entre o mundo f&iacute;sico e o espiritual. E &eacute; por meio da manifesta&ccedil;&atilde;o dos guias espirituais incorporados em seus m&eacute;diuns, os cavalos, que &eacute; realizado o trabalho espiritual.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &Eacute; fundamentada em tr&ecirc;s pilares que s&atilde;o sua base de sustenta&ccedil;&atilde;o: amor, f&eacute; e caridade. Sendo considerada milenar porque seus princ&iacute;pios s&atilde;o os mesmos desde o in&iacute;cio da humanidade, tamb&eacute;m &eacute; considerada evolutiva devido &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o e aos valores espirituais superiores que seus praticantes v&atilde;o adquirindo (FREITAS; OLIVEIRA; SOARES, 1994, p.21).Para a pr&aacute;tica de seus cultos o lugar escolhido &eacute; denominado como templo, terreiro ou centro, que &eacute; o local onde os umbandistas se encontram para realiza&ccedil;&atilde;o do culto aos Orix&aacute;s e dos seus guias, que na Umbanda se denominam giras.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O chefe do culto &eacute; o sacerdote ou sacerdotisa, tamb&eacute;m chamado de pai-de-santo ou m&atilde;e-de-santo (mesmo estes termos sendo aplicados no candombl&eacute;), costumam ser os m&eacute;diuns mais experientes e com maior conhecimento e algumas vezes fundadores do terreiro. S&atilde;o eles que coordenam as giras e que incorporam o guia-chefe que comandar&aacute; todo o trabalho. O culto nos terreiros &eacute; dividido em sess&otilde;es de desenvolvimento, onde participam somente os m&eacute;diuns, e de consulta, abertas &agrave; participa&ccedil;&atilde;o de toda a popula&ccedil;&atilde;o.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S&atilde;o consideradas m&eacute;diuns as pessoas com capacidade de se comunicar com entidades desencarnadasou esp&iacute;ritos por meio da incorpora&ccedil;&atilde;o, da vid&ecirc;ncia (ver), da audi&ecirc;ncia (ouvir) ou da psicografia (escrever movido pelos esp&iacute;ritos). O m&eacute;dium tem o compromisso de servir como um instrumento de guias ou entidades espirituais superiores.&nbsp; Para obter uma boa rela&ccedil;&atilde;o com as entidades, o m&eacute;dium deve se preparar por meio&nbsp; do estudo e desenvolver a sua mediunidade procurando a eleva&ccedil;&atilde;o moral e espiritual, a aprendizagem conceitual e pr&aacute;tica da Umbanda, respeitar os guias e Orix&aacute;s; ter assiduidade e compromisso com seu terreiro, ter caridade em seu cora&ccedil;&atilde;o, amor e f&eacute; em sua mente e esp&iacute;rito, e saber que a Umbanda &eacute; uma pr&aacute;tica que deve ser vivenciada no dia-a-dia, e n&atilde;o apenas no terreiro.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A palavra Umbanda tem sua origem no voc&aacute;bulo Aumbandan do alfabeto Ad&acirc;mico e significa &ldquo;o Conjunto das Leis Divinas&rdquo;. O Aumbandan ou Conjunto das Leis Divinas &eacute; a proto-s&iacute;ntese c&oacute;smica e encerram em si os princ&iacute;pios geradores do Universo, que s&atilde;o a sabedoria e o amor divino. E &eacute; o Conjunto das Leis Divinas que faz a liga&ccedil;&atilde;o entre o plano divino e o plano terreno (RIVAS NETO, 1989, p.119). Com o tempo, seus praticantes foram agregando metodologias, voc&aacute;bulos e detalhes de pr&aacute;ticas provindas de outras religi&otilde;es. Hoje temos v&aacute;rias religi&otilde;es com o nome &quot;Umbanda&quot; em que, seguindo as mesmas linhas doutrin&aacute;rias, guardam ra&iacute;zes muito fortes das bases iniciais, e outras que absorveram caracter&iacute;sticas de religi&otilde;es diferentes, mas que mant&eacute;m a mesma ess&ecirc;ncia.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Umbanda de Caboclo sofre influ&ecirc;ncia direta da cultura ind&iacute;gena brasileira e tem como foco principal os guias conhecidos como caboclos provenientes dos rituais de pajelan&ccedil;a do &iacute;ndio brasileiro, enquanto que a Umbanda de Preto-velhos tem liga&ccedil;&otilde;es diretas com a cultura africana, onde encontramos elementos sincr&eacute;ticos do culto aos Orix&aacute;s. J&aacute; a Umbanda Omolok&ocirc;tem sua origem na &Aacute;frica e &eacute; um misto entre o culto dos Orix&aacute;s e o trabalho direcionado dos guias e se origina das tribos Lunda-Quioc&ocirc;s.J&aacute; na Umbanda Tra&ccedil;ada, ou Umbandombl&eacute;, existe uma diferencia&ccedil;&atilde;o entre os cultos praticados, ora da Umbanda, ora do Candombl&eacute;, sendo realizadas em dias e hor&aacute;rios diferentes. Na contram&atilde;o encontramos a Umbanda Branca ou de Mesaonde n&atilde;o h&aacute; a presen&ccedil;a de elementos africanos. Essa linha doutrin&aacute;ria se prende mais ao trabalho de guias como caboclos, preto-velhos e crian&ccedil;as e a utiliza&ccedil;&atilde;o de livros esp&iacute;ritas como fonte doutrin&aacute;ria do tipo O Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sob a denomina&ccedil;&atilde;o de Umbanda Popular, temos o tipo praticado antes mesmo de Z&eacute;lio Fernandino de Moraes, tamb&eacute;m &eacute; conhecida como macumba, e praticada at&eacute; os dias atuais. Nela encontramos um forte sincretismo dos santos cat&oacute;licos associados aos Orix&aacute;s africanos e tamb&eacute;m uma grande variedade de trabalhos, divergindo de acordo com cada grupo. Dessa vertente podemos distinguir mais dois tipos: a tradicional e a esot&eacute;rica. A Umbanda Tradicional &eacute; oriunda da inicializa&ccedil;&atilde;o feita pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas.<br \/>\n\tE por fim, temos a Umbanda Inici&aacute;ticaou Esot&eacute;rica, tamb&eacute;m intitulada Aumbhandan e segue o &ldquo;Conjunto das Leis Divinas, foi fundamentada pelo Mestre Rivas Neto, da Escola de S&iacute;ntese conduzida por Yamunisiddha Arhapiagha, onde h&aacute; a busca de uma converg&ecirc;ncia doutrin&aacute;ria, por meio de sete ritos, e o alcance do Ombhandhum, o Ponto de Converg&ecirc;ncia e S&iacute;ntese.<\/p>\n<p>\n\t<em>Conclus&atilde;o<\/em><\/p>\n<p>\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Umbanda &eacute; considerada como a religi&atilde;o do sincretismo porque une em um mesmo culto v&aacute;rios fragmentos de diversas pr&aacute;ticas religiosas que se desenvolveu em um processo de etapas hist&oacute;ricas e na apropria&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&otilde;es de elementos culturais e religiosos. Resumidamente, podemos dizer que &eacute; a uni&atilde;o de elementos africanos, ind&iacute;genas, cat&oacute;licos e esp&iacute;ritas.&nbsp;<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da &Aacute;frica encontramos o culto e a pr&aacute;tica de ritos aos orix&aacute;s provenientes das na&ccedil;&otilde;es que forneceram escravos aos colonizadores europeus. Dos &iacute;ndios, o culto aos antepassados, aos elementos da natureza e ao que os escravos fugidios identificavam como sendo semelhante aos seus cultos em sua na&ccedil;&atilde;o de origem. Do catolicismo,&nbsp; encontramos a assimila&ccedil;&atilde;o do havia de correspondente entre os orix&aacute;s africanos e os santos cat&oacute;licos e tamb&eacute;m a utiliza&ccedil;&atilde;o da moral crist&atilde;. E do espiritismo, uma esp&eacute;cie de kardecismo mais popularizado, temos os fundamentos, a cren&ccedil;a na reencarna&ccedil;&atilde;o e na lei do carma e a id&eacute;ia de progresso espiritual.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Podemos consider a umbanda como sendo uma religi&atilde;o que prega a exist&ecirc;ncia pac&iacute;fica e o respeito ao ser humano, &agrave; natureza e a Deus, respeitando todas as manifesta&ccedil;&otilde;es de f&eacute;, independentes da religi&atilde;o. Em decorr&ecirc;ncia de suas diversas ra&iacute;zes, a Umbanda tem um car&aacute;ter pluralista que compreende a diversidade e valoriza a diferen&ccedil;as. N&atilde;o h&aacute; dogmas ou liturgia universalmente adotados entre os praticantes, os umbandistas, o que permite uma ampla liberdade de manifesta&ccedil;&atilde;o da cren&ccedil;a e diversas formas v&aacute;lidas de culto.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\t<u>Bibliografia<\/u><br \/>\n\tFREITAS, Bras&atilde;o; OLIVEIRA, Willian C.; SOARES, Roger T. <strong>Cultura Umband&iacute;stica<\/strong>. S&atilde;o Paulo: &Iacute;cone, 1994.<br \/>\n\tPIERUCCI, Ant&ocirc;nio Fl&aacute;vio. <strong>A Magia<\/strong>. S&atilde;o Paulo: Publifolha, 2001.<br \/>\n\tPIERUCCI, Ant&ocirc;nio Fl&aacute;vio; PRANDI, Reginaldo. <strong>A Realidade Social das Religi&otilde;es no Brasil<\/strong>. S&atilde;o Paulo: HUCITEC, 1996.<br \/>\n\tPRANDI, Reginaldo. <strong>As religi&otilde;es afro-brasileiras e seus seguidores<\/strong>. In: Civitas, Revista de Ci&ecirc;ncias Sociais, vol. 3, n&ordm;. 1, p. 15-34, Porto Alegre, PUC-RS, junho de 2003.<br \/>\n\t__________. <strong>Herdeiras do Ax&eacute;<\/strong>. S&atilde;o Paulo: HUCITEC, 1996.<br \/>\n\tRIVAS NETO, F. Surgimento da Umbanda ou Aumbandan &ndash; A Proto-s&iacute;ntese C&oacute;smica &ndash; A tradi&ccedil;&atilde;o da ra&ccedil;a vermelha &ndash; Conhecimento uno &ndash; Proto-s&iacute;ntese rel&iacute;gio-cient&iacute;fica &ndash; Os 4 pilares do conhecimento uno: a Religi&atilde;o, a Filosofia, a Ci&ecirc;ncia e as Artes. In: __________. <strong>Umbanda &ndash; A Proto-s&iacute;ntese C&oacute;smica<\/strong>. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1989. p. 116-133.<br \/>\n\t__________. Umbanda &ndash; Surgimento &ndash; Deturpa&ccedil;&otilde;es &ndash; Desaparecimento &ndash; Ressurgimento &ndash; A palavra Umbanda &ndash; Finalidades e objetivos. In: __________. <strong>Li&ccedil;&otilde;es B&aacute;sicas de Umbanda<\/strong>. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1991. p. 23-29.<\/p>\n<div class=\"fcbkbttn_buttons_block\" id=\"fcbkbttn_left\"><div class=\"fcbkbttn_like \"><fb:like href=\"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/?p=24\" action=\"like\" colorscheme=\"light\" layout=\"button_count\"  size=\"small\"><\/fb:like><\/div><div class=\"fb-share-button  \" data-href=\"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/?p=24\" data-type=\"button_count\" data-size=\"small\"><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Umbanda, uma religi&atilde;o brasileira. Jaqueline Aparecida de Souza Cruz &nbsp; Introdu&ccedil;&atilde;o &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Umbanda &eacute; uma religi&atilde;o que possui uma infinidade de variantes fundamentais e [&#8230;]<\/p>\n<div class=\"fcbkbttn_buttons_block\" id=\"fcbkbttn_left\"><div class=\"fcbkbttn_like \"><fb:like href=\"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/?p=24\" action=\"like\" colorscheme=\"light\" layout=\"button_count\"  size=\"small\"><\/fb:like><\/div><div class=\"fb-share-button  \" data-href=\"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/?p=24\" data-type=\"button_count\" data-size=\"small\"><\/div><\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[11,10,9,8],"class_list":["post-24","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-textos","tag-afrobrasileira","tag-brasileira","tag-religiao","tag-umbanda"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25,"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24\/revisions\/25"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}