{"id":17,"date":"2013-02-28T15:31:39","date_gmt":"2013-02-28T18:31:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ogumguerreiro.org\/wp\/?page_id=17"},"modified":"2017-11-14T15:12:47","modified_gmt":"2017-11-14T18:12:47","slug":"nossa-historia","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/?page_id=17","title":{"rendered":"Nossa Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>Nossa Hist&oacute;ria<\/strong><\/p>\n<p>\t<font size=\"2\"><em>Antes do come&ccedil;o<\/em><br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; M&atilde;e Geralda de Ogum teve sua inicia&ccedil;&atilde;o com M&atilde;e Dorvalina pelos idos de 1964. O terreiro era um lugar ermo, o vilarejo mais pr&oacute;ximo distava entre tr&ecirc;s e cinco quil&ocirc;metros dali, mas era comum encontrar a toda hora pessoas que acorriam na busca de socorro para seus males espirituais. Os ritos aconteciam as segundas, quartas e sextas-feiras sempre &agrave; noite e viam&ndash;se sempre ao redor da casa tanto ve&iacute;culos que vinham de cidades long&iacute;nquas, quanto carro&ccedil;as e animais que serviam de transporte para moradores das redondezas.<img decoding=\"async\" alt=\"M\u00e3e Dorvalina incorporada com Caboclo Serra Negra\" src=\"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/imagens\/Mae-Dorvalina.jpg\" style=\"border-bottom: 1px solid; border-left: 1px solid; margin: 4px; width: 300px; float: right; height: 256px; border-top: 1px solid; border-right: 1px solid\" \/><br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Ali, m&atilde;e Geralda, que chegou enferma pelas m&atilde;os de seu esposo, foi recebida pelo Caboclo Serra Negra. Ao final da gira, ainda segurando suas m&atilde;os depois do transe, o Caboclo perguntou se preferia a mediunidade que lhe traria a cura ou a doen&ccedil;a que a minava diariamente. Ela n&atilde;o teve duvidas e respondeu: &ldquo;se for pra eu sarar, ficar boa e cuidar de meus filhos eu quero!&rdquo;. Em tr&ecirc;s ritos semanais ficou totalmente restabelecida e pode iniciar suas atividades medi&uacute;nicas. Outro momento dif&iacute;cil se deu quando foi solicitado o nome do caboclo para a confirma&ccedil;&atilde;o e o batismo: Caboclo Rei de Umbanda. M&atilde;e Geralda discordava, pensou afastar-se de vez do terreiro ate o momento em que Caboclo Serra Negra a chamou e confirmou suas entidades informando que caboclo era um rei que se tornara s&uacute;dito de Oxal&aacute;, &uacute;nico e verdadeiro Rei da Umbanda; vinha no terreiro com esse nome se revelando um servidor de todos, acendendo em cada um a luz de Oxal&aacute;.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Era uma casa de pau a pique, ch&atilde;o batido simples, muito simples e limpa porem espiritualmente muito rica. Ali baixava Caboclo Serra Negra e Pai Tib&uacute;rcio sob guarda e vigil&acirc;ncia de Sr. Exu Marab&ocirc;. Os rituais de inicia&ccedil;&atilde;o na casa eram o batismo, a cruza de congo e a coroa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se usava tambores ou palmas e nem sacrif&iacute;cio animal; o fumo era usado com modera&ccedil;&atilde;o em forma de charutos, cachimbos e cigarros de palha, e as bebidas de forma moderada eram o marafo para os exus, vinho tinto suave para os pais velhos e marafo com mel ou vinho tinto para os caboclos. Era muito comum uma garrafa com infus&atilde;o de marafo com ervas, ra&iacute;zes e sementes de determinadas plantas colhidas tamb&eacute;m em condi&ccedil;&otilde;es e ocasi&otilde;es especiais, e que tamb&eacute;m era servida apenas a pessoas indicadas e em ocasi&otilde;es especiais.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Assim, confirmava sua cobertura Astral e revelava sinais de sua miss&atilde;o futura: Caboclo Rei de Umbanda, da linha de Ogum; Preto velho Vov&ocirc; Gabriel, da linha de Oxossi; M&atilde;e Maria, da linha de Yemanj&aacute;; Maria Conga, da linha de Xang&ocirc; (interessante a manifesta&ccedil;&atilde;o dessa entidade; quase nunca dava consultas ou falava com algu&eacute;m, apenas baixava rindo em manifesta&ccedil;&otilde;es muito r&aacute;pidas, e ria, gargalhava, gargalhava com gosto e se retirava e em algumas vezes cantava: &ldquo;A saia da Maria Conga ela &eacute; babado s&oacute;; Maria Conga vem no terreiro com saia de serid&oacute;&rdquo;, enquanto apoiada em sua bengala ensaiava um curto bailado pelo sal&atilde;o), sob a guarda de Sr. Exu Mirim. E s&oacute; deixou a casa ap&oacute;s anos de atividade medi&uacute;nica, por decis&atilde;o de seu esposo, o Sr. Leon&iacute;dio Xavier que decidira junto com outras pessoas fundarem outro terreiro.<\/p>\n<p>\t<em>Aqui come&ccedil;a a historia<\/em><br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; A nova casa se chamava &ldquo;Tenda Esp&iacute;rita de Umbanda F&eacute;, Esperan&ccedil;a e Caridade&rdquo; localizada na Fazenda S&atilde;o Jos&eacute; dos Feichos, distante de Lagoa Seca uns dois quil&ocirc;metros, tamb&eacute;m no munic&iacute;pio de Fronteira\/MG, de propriedade do Sr. Leon&iacute;dio que com apoio de familiares, amigos e simpatizantes ergueu a nova casa, tijolo por tijolo. Numa clareira em meio &agrave; mata, de aproximadamente um alqueire, foi erguido o barrac&atilde;o medindo aproximadamente 15&#215;8 metros, verdadeira casa de espiritualidade aonde se chegava percorrendo um caminho largo e limpo mata adentro at&eacute; desembocar na pequena constru&ccedil;&atilde;o que abrigava o cong&aacute; fincado aos p&eacute;s de frondosa &aacute;rvore acima de pequeno lago azulejado onde assentaram a imagem de Yemanj&aacute;. Era um barrac&atilde;o com alicerces em alvenaria e paredes laterais feitas com lascas de bambu, sustentadas por peda&ccedil;os r&uacute;sticos de madeira, piso de ch&atilde;o batido.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Nas laterais do sal&atilde;o fizeram-se os vesti&aacute;rios dando &agrave; constru&ccedil;&atilde;o a forma de uma cruz e sobre uma divis&oacute;ria, que separava o espa&ccedil;o da gira de trabalhos dos consulentes, ficava o ponto do Caboclo Rompe Mato &ndash; um triangulo trespassado por uma flecha com duas cruzes pequenas na base, entalhado na madeira. Caboclo Rompe Mato era a entidade que assistia o Sr. Antonio Barbosa (m&eacute;dium respons&aacute;vel pela dire&ccedil;&atilde;o da nova casa, mas que n&atilde;o seria, na verdade, quem conduziria os ritos) e na tronqueira foram firmadas outras entidades ainda relacionadas ao seu mediunismo &ndash; Exu Tranca Ruas e Pomba Gira Maria Padilha.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; No primeiro ano os ritos que aconteciam as ter&ccedil;as, quintas e domingos eram conduzidos pelo Sr. Osmar, m&eacute;dium do Caboclo Aymor&eacute;, Pai Geronimo e Exu das Sete Encruzilhadas mas que com o tempo e a grande freq&uuml;&ecirc;ncia dos ritos foi se afastando e m&atilde;e Geralda assumiu o comando da casa. Enquanto cuidava de seus filhos carnais era ve&iacute;culo do Caboclo Rei de Umbanda que come&ccedil;ava ent&atilde;o a sua fam&iacute;lia espiritual. Nessa &eacute;poca ocorreram tamb&eacute;m altera&ccedil;&otilde;es importantes na vida medi&uacute;nica de M&atilde;e Geralda: Vov&ocirc; Gabriel passou a baixar mais esporadicamente, Tia Rosa da Bahia vinha conduzir as giras de preto velhos que aconteciam as quinta-feiras e Sr. Exu Veludo substituiu Exu Mirim no comando de suas giras. Ali, Caboclo dissera que &ldquo;seu terreiro seria sempre como uma grande &aacute;rvore oferecendo sombra e descanso ao viajante cansado, e que qualquer um que batesse &agrave; sua porta jamais a encontraria fechada.&rdquo;<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Foi Vov&ocirc; Gabriel quem ditou as instru&ccedil;&otilde;es sobre a famosa garrafa de marafo que ainda hoje &eacute; citada nas falas de seu cavalo; a &ldquo;pinga do vov&ocirc; Gabriel&rdquo; era rem&eacute;dio pra dor de dente, dor de cabe&ccedil;a, dor nas juntas, dor de barriga e de estomago, verdadeira panac&eacute;ia que s&oacute; se repartia em ocasi&otilde;es especiais ou no final das giras quando todos os m&eacute;diuns incorporados formavam uma grande roda no meio do terreiro tendo no centro um coit&eacute; de mara<img decoding=\"async\" alt=\"Caboclo Rei de Umbanda em terra, junto com seu cambono\" src=\"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/imagens\/Caboclo-Rei-de-Umbanda.jpg\" style=\"margin: 4px; width: 302px; float: right; height: 263px\" \/>fo e cantavam enquanto bebericavam e repartiam com todos da corrente sendo convidados a se juntar ao grupo: &ldquo;Oh que rio t&atilde;o fundo, minha cambono&#8230;&rdquo;<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Corria o ano de 1970 e a &ldquo;Tenda Esp&iacute;rita de Umbanda F&eacute;, Esperan&ccedil;a e Caridade&rdquo; florescia. O Sr. Antonio Barbosa que j&aacute; conhecia as obras de W. W. da Matta e Silva (Mestre Yapacani), e baseava suas instru&ccedil;&otilde;es nas obras &ldquo; Umbanda de Todos N&oacute;s&rdquo; e &ldquo;Li&ccedil;&otilde;es de Umbanda e Quimbanda na palavra de Um Preto Velho&rdquo;, muitas vezes tinha longos papos com os m&eacute;diuns da casa sentados a beira do fog&atilde;o a lenha onde fumegava um cafezinho em meio &agrave; mata &agrave;s portas do terreiro sob um c&eacute;u de estrelas ou de lua clara. Nesse tempo ainda n&atilde;o havia ali &aacute;gua encanada e nem eletricidade; esta &uacute;ltima chegaria alguns anos depois!<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; &Eacute; viva ainda na lembran&ccedil;a de alguns a noite em que os Caboclos estavam no reino, o Sr. Sete Flechas andava de lado a lado no terreiro, assobiava e bradava alto quando se v&ecirc; entrando templo adentro duas enormes cobras caninana medindo quase 2 metros cada uma! E Caboclo bradava enquanto cambonos, m&eacute;diuns e consulentes se encolhiam longe do caminho dos r&eacute;pteis ou se quedavam paralisados de medo! Os animais tranquilamente faziam seu caminho entre os consulentes, atravessaram a &ldquo;gira&rdquo; e sa&iacute;ram por entre as lascas de bambu j&aacute; meio apodrecidas bem pr&oacute;ximo ao cong&aacute; e ganharam a mata escura!!! Muito assustados ouviram a fala de Caboclo dizendo que os bichinhos estavam em trabalho limpando &ldquo;certas energias&rdquo; e n&atilde;o deviam ser molestados pois estavam perfeitamente &agrave; vontade sob o comando Astral. Infelizmente, mesmo assim, um deles foi morto pela incredulidade de homens de pouca f&eacute; (fui testemunha, vi, ouvi e ainda ou&ccedil;o na mem&oacute;ria o barulho do porrete que sacrificou o bicho). E depois disso caboclo foi ol&oacute; e seu cavalo tamb&eacute;m se foi e muito tempo se passou at&eacute; que Ele retornasse ali, e um dia n&atilde;o voltou mais, nem Ele e nem seu cavalo!!!<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp; Muitos foram os filhos da &ldquo;Taboquinha&rdquo; &ndash; (como foi carinhosamente chamada a Tenda), muitos passaram e se foram seguindo seus caminhos e pena: Quase n&atilde;o h&aacute; registros dessa &eacute;poca, nem de seus filhos, exceto fragmentos de mem&oacute;rias esparsos aqui e ali e poucas fotos em branco e preto. E de todos os seus filhos se tem noticias de que nasceu apenas uma Casa &ndash; d. Nen&ecirc; ou m&atilde;e Edna de Yans&atilde; fundou a Tenda de Umbanda de Cosme e Dami&atilde;o em Paulo de Faria &ndash; SP, hoje conduzida por seus filhos de sant&eacute;., E eu, um dos &uacute;ltimos que iniciamos ali; ali tamb&eacute;m Caboclo oficiou meu matrimonio, acolheu minha esposa e depois meu primeiro filho carnal&#8230;<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; De todos esses irm&atilde;os mais velhos, uns morreram outros se foram e dos que se tem noticia nenhum est&aacute; na banda atualmente, exceto esses olhos que guiam as m&atilde;os que registram essas mem&oacute;rias! E se finda a hist&oacute;ria da &ldquo;Taboquinha&rdquo; quando em 1979, por problemas financeiros e de sa&uacute;de, meu pai carnal, Sr. Leon&iacute;dio se desfaz da propriedade e se transfere com a fam&iacute;lia para a cidade e a hist&oacute;ria segue seu curso!&#8230;.<\/p>\n<p>\t<em>E veio a primeira mudan&ccedil;a<\/em><br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Inicialmente foi muita tristeza e desola&ccedil;&atilde;o at&eacute; que mais uma vez falou alto o bom cora&ccedil;&atilde;o de Sr. Leon&iacute;dio, que permitiu que se montasse o novo cong&aacute; numa pequena casa de fundos no novo local que fizera residencia da sua fam&iacute;lia. E foi ali na Avenida Minas Gerais n&ordm; 208, na cidade de Fronteira que em 01 de fevereiro de 1981 nascia, ainda incipiente e sem registro, a &ldquo;Associa&ccedil;&atilde;o Esp&iacute;rita Ogum S&atilde;o Jorge&rdquo;, sendo hoje chamada por seus filhos de &ldquo;Casa de Ogum Guerreiro&rdquo;. Esse trabalho permitiu a aproxima&ccedil;&atilde;o de simpatizantes que se juntaram aos &uacute;ltimos filhos de f&eacute; e culminou com a inaugura&ccedil;&atilde;o da atual sede, na Alameda Dois n&ordm; 128, no ano de 1984, j&aacute; legalizada e documentada como consta at&eacute; os dias de hoje; e Caboclo Rei de Umbanda baixava ali confortando e amparando seus filhos. Essa foi, em verdade, a primeira casa que teve assentamento das entidades que acobertam M&atilde;e Geralda &ndash; Caboclo Rei de Umbanda, Tia Rosa da Bahia e Sr. Exu Veludo na tronqueira.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Nesse per&iacute;odo apenas um ou dois dos &ldquo;filhos da Taboquinha&rdquo; est&atilde;o ainda na casa mas outros vieram e contribu&iacute;ram na constru&ccedil;&atilde;o da nova sede funda&ccedil;&atilde;o da nova casa. Quase no final da d&eacute;cada de 90, M&atilde;e Geralda decide que n&atilde;o far&aacute; mais inicia&ccedil;&otilde;es em seu terreiro e permanece realizando dois ritos semanais &agrave;s ter&ccedil;as-feiras com Caboclo, &agrave;s quintas-feiras com os Pais Velhos e as giras de Sr veludo nas ultimas quinta-feiras de cada mes. Des<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/imagens\/img178a.jpg\" style=\"margin: 4px; width: 316px; float: right; height: 229px\" \/>sa forma, seu corpo medi&uacute;nico foi se reduzindo, n&atilde;o indo al&eacute;m de dois ou tr&ecirc;s m&eacute;diuns na corrente e, em algumas ocasi&otilde;es, tendo realizado ritos com o aux&iacute;lio de algum consulente, freq&uuml;entador mais ass&iacute;duo e que por isso tinha alguma no&ccedil;&atilde;o de como se comportar durante a gira.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Doente e sozinha, M&atilde;e Geralda ainda n&atilde;o decidira fechar a casa mas j&aacute; n&atilde;o havia a mesma regularidade dos trabalhos e conta que, in&uacute;meras vezes, firmou sua gira, sentou-se e esperou a chegada de algum filho de f&eacute; ou consulente que t&atilde;o logo entrasse ela abria a gira e Caboclo baixava trazendo a sua caridade e orienta&ccedil;&atilde;o aos seus filhos, houve ocasi&otilde;es em que quando Caboclo foi ol&oacute; ela j&aacute; estava sozinha novamente. Cheia de alegria pelo dever cumprido trancava as portas do terreiro e ia dormir com sua consci&ecirc;ncia em paz por que mais uma vez fora ve&iacute;culo do Caboclo Rei de Umbanda que viera fazer a caridade e cumprir os vatic&iacute;nios do passado.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Quando j&aacute; estava mais adoentada, e muitas vezes sem poder ir ao templo, era comum que um ou outro consulente batesse &aacute; sua porta depois de encontrar as do templo fechadas. M&atilde;e Geralda pedia desculpas por suas limita&ccedil;&otilde;es, mas sem se furtar ao dever, fazia-os entrar em sua casa e ali mesmo orava ao Astral para que os amparasse e protegesse e pedia encarecidamente que retornassem ao templo em outro dia. E foi ent&atilde;o que, em 2006, &ldquo;os Clarins da Aurora&rdquo; soaram forte despertando ouvidos distantes e deu-se o inicio de uma nova fase&#8230;<\/p>\n<p>\t<em>Novos rumos&#8230;<\/em><br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Seu filho carnal, testemunha de tudo isso, vira e ouvira tantas coisas, sentiu na alma &ldquo;o chamado&rdquo; e veio com sua esposa e filhos se postar diante do cong&aacute; de Caboclo Rei de Umbanda junto com M&atilde;e Geralda. Estiveram longe, andaram outros caminhos, encontraram outros mestres, beberam dos fundamentos da Raiz de Guin&eacute;, a mesma que norteou o in&iacute;cio, mas fora esquecida e ressurgia agora renovada, por&eacute;m incompleta. Os &ldquo;filhos de Caboclo&rdquo; estiveram num Templo de Inicia&ccedil;&atilde;o e sa&iacute;ram cumprindo as leis de seus destinos mas permaneceram atentos &aacute;s Vozes de Aruanda! Era hora de reacender as luzes na Casa de Sr. Ogum; o cong&aacute; de Caboclo n&atilde;o podia e nem devia ficar &agrave;s escuras nem com suas portas fechadas. Assim, vieram e reinicaram as atividades regulares do Terreiro em julho de 2007, tendo em v&aacute;rias ocasi&otilde;es realizado ritos com apenas cinco pessoas presentes: ele, a esposa, e seus dois filhos junto com M&atilde;e Geralda, mas Caboclo Rei de Umbanda ainda baixava ali!!!<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/imagens\/Mae-Geralda.jpg\" style=\"margin: 4px; width: 300px; float: right; height: 225px\" \/><br \/>\n\t&nbsp;&nbsp;&nbsp; E aos poucos seus filhos foram retornando! E Caboclo aceitou outros filhos e um dia acolheu novamente aquele a quem chamou &ldquo;o filho da Sua velhice&rdquo;. Caboclo que fora ex&iacute;mio condutor ensinou que era apenas &ldquo;o zelador daquela casa dedicada a Oxal&aacute;, e sua fun&ccedil;&atilde;o era receber e servir a todos que O buscasse por ali&rdquo;, com as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de Sr Ogum reuniu ali tr&ecirc;s dos seus muitos filhos para que retomassem as atividades de Sua Casa. Hoje Caboclo Rei de Umbanda quase j&aacute; n&atilde;o baixa; seu cavalo est&aacute; enfermo, velho e cansado; foram quase cinq&uuml;enta anos de atividade medi&uacute;nica ininterrupta ! Mas pode-se ver e sentir a presen&ccedil;a do Caboclo em seu conga; pode-se ver o carinho dedicado &agrave; M&atilde;e Geralda por todos os filhos e freq&uuml;entadores da casa, todos tem certeza de sua bondade e de sua for&ccedil;a mesmo quando motivada por uma conting&ecirc;ncia qualquer ela n&atilde;o pode estar presente nos ritos quinzenais.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Est&atilde;o preservados e ainda em uso, algumas imagens do cong&aacute; e estruturas materiais da velha &ldquo;Taboquinha&rdquo; &ndash; o tronco de madeira maci&ccedil;a, r&uacute;stico e pesado que guardava o marafo, a &ldquo;pinga do Vov&ocirc; Gabriel&rdquo;. J&aacute; n&atilde;o se tem mais a composi&ccedil;&atilde;o do marafo e nem a est&aacute;tua do Caboclo Flecheiro que ficava no nicho em forma de orat&oacute;rio escavado na madeira e que s&oacute; ser&aacute; utilizada novamente quando o Velho Mestre Juremeiro voltar. M&atilde;e Geralda n&atilde;o coroou nenhum de seus filhos e nem deu os er&oacute;s da &ldquo;cruza de congo&rdquo; a ningu&eacute;m e hoje sua mem&oacute;ria oscila num ir e vir de id&eacute;ias que a incomoda e impede de executar rituais. Mas o Caboclo afirmou que um filho seu &ldquo;h&aacute; de velar seu cong&aacute; at&eacute; quando o herdeiro, de fato e de direito, entrar na posse de seu reino&rdquo;. Assim, prosseguimos irmanados e felizes sob as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de Caboclo zelando &ldquo;a sombra da Velha &Aacute;rvore&rdquo; acolhendo aqueles que buscam o conforto e a prote&ccedil;&atilde;o enquanto descansam suas fadigas e aliviam suas dores no contato com o Seu cong&aacute;.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Somos gratos ao Astral que nos acoberta e acoberta a Nossa Casa h&aacute; tr&ecirc;s gera&ccedil;&otilde;es! Somos gratos aos Mestres de Ontem e de Hoje que direcionaram e continuam direcionando as coisas do nosso caminho e entendem as nossas limita&ccedil;&otilde;es. Somos gratos aos irm&atilde;os de todos os tempos que muito contribu&iacute;ram nessa caminhada. E principalmente, somos gratos &aacute;queles que diuturnamente auxiliam na pesada tarefa que o Caboclo e &ldquo;seu cavalo&rdquo; conduziam com bondade e miseric&oacute;rdia e escrevem conosco rito por rito, dia a dia, fatos e atos, as historias que somam essas lembran&ccedil;as!<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Dedicamos estas linhas a todos os filhos do Caboclo Rei de Umbanda em qualquer tempo e lugar; onde estiverem que estejam em paz! Saibam que a Casa de nosso Pai, e portanto Nossa Casa permanece com suas portas abertas e se voltarem h&atilde;o de encontrar o Seu Cong&aacute; iluminado.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Aos mais velhos pedimos a ben&ccedil;&atilde;o, aos mais novos desejamos luz e paz na f&eacute; de Oxal&aacute;.<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Sarav&aacute;!<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Sarav&aacute; Senhor Ogum Guerreiro!<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Sarav&aacute; Caboclo Rei de Umbanda! Salve o Caboclo em seu Cong&aacute;!<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Ax&eacute; bab&aacute; mi!<br \/>\n\t&nbsp;&nbsp; Yorim&aacute; lobiw&aacute;, axex&eacute; mojub&aacute;! Sarava!<\/font><br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<div class=\"fcbkbttn_buttons_block\" id=\"fcbkbttn_left\"><div class=\"fcbkbttn_like \"><fb:like href=\"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/?page_id=17\" action=\"like\" colorscheme=\"light\" layout=\"button_count\"  size=\"small\"><\/fb:like><\/div><div class=\"fb-share-button  \" data-href=\"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/?page_id=17\" data-type=\"button_count\" data-size=\"small\"><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa Hist&oacute;ria Antes do come&ccedil;o &nbsp;&nbsp; M&atilde;e Geralda de Ogum teve sua inicia&ccedil;&atilde;o com M&atilde;e Dorvalina pelos idos de 1964. O terreiro era um lugar [&#8230;]<\/p>\n<div class=\"fcbkbttn_buttons_block\" id=\"fcbkbttn_left\"><div class=\"fcbkbttn_like \"><fb:like href=\"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/?page_id=17\" action=\"like\" colorscheme=\"light\" layout=\"button_count\"  size=\"small\"><\/fb:like><\/div><div class=\"fb-share-button  \" data-href=\"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/?page_id=17\" data-type=\"button_count\" data-size=\"small\"><\/div><\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-17","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/17","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17"}],"version-history":[{"count":8,"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/17\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":278,"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/17\/revisions\/278"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.ogumguerreiro.org\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}